A Wolkie nasceu servindo produtoras de vídeo. Quando decidiu expandir para emissoras, órgãos públicos e igrejas, o site existente era um obstáculo — falava com um público só e ignorava todos os outros. Fui da pesquisa ao Webflow implementado.
A Wolkie nasceu servindo produtoras de vídeo. Quando decidiu expandir para emissoras, órgãos públicos e igrejas, o site existente era um obstáculo. Fui da pesquisa à implementação no Webflow — primeira vez usando a ferramenta.
Antes de qualquer wireframe, analisei seis concorrentes diretos: Media Portal, Evolphin, Iconik, Dalet, Avid e Grass Valley. O objetivo era entender como plataformas de gestão de mídia se posicionam para múltiplos públicos — o que funcionava, o que era lacuna e onde a Wolkie poderia se diferenciar.
FigJam com análise comparativa de 6 concorrentes — categorias: menu, fluxogramas, IA, conteúdo, benefícios e funcionalidades
Com o benchmarking concluído, consolidei os principais aprendizados em decisões concretas de design. O que precisava mudar na home, como estruturar os submenus por perfil de cliente, como abordar IA e Benefícios para cada público.
Análise consolidada por categoria — padrões identificados nos 6 concorrentes
Decisões estratégicas derivadas do benchmarking — menu, home, conteúdo por segmento
Um engenheiro de televisão não se vê numa página feita para editores de vídeo de produtoras. O responsável de comunicação de uma prefeitura não encontra o espelho dele num produto voltado para audiovisual comercial. Cada público precisava de um caminho próprio dentro do mesmo site.
O design hi-fi foi feito em cinco versões — a home e uma página por segmento de público, todas com a mesma identidade visual da Wolkie mas com hero images, linguagem e argumentos completamente diferentes. O trabalho de UX Writing por segmento foi o mais trabalhoso: a mesma funcionalidade precisava de enquadramentos totalmente distintos para cada público.
Home redesenhada — menos específica para produtoras, mais abrangente para os quatro segmentos
Produtoras de Vídeo — público original da Wolkie, linguagem técnica e foco em workflow
Emissoras de TV — argumentos para gestão de infraestrutura e acervo jornalístico
Órgãos Públicos — foco em segurança, transparência e disseminação de informações
Igrejas — linguagem e casos de uso específicos para gestão de conteúdo religioso
Era minha primeira vez usando Webflow. A decisão de implementar eu mesmo não foi por falta de desenvolvedor — foi para garantir que o que havia projetado seria o que seria publicado. Tradução de design para desenvolvimento sempre gera perdas. Eliminando o intermediário, eliminava esse risco.
Editor do Webflow durante a implementação da página de Emissoras de TV
Aprendi Webflow fazendo o projeto. Cada seção implementada foi também uma aula sobre como a ferramenta funciona. Não foi eficiente no início. Ficou melhor conforme avançava.
Após o lançamento, realizei testes de performance e SEO. O score inicial era 69% — funcional, mas com espaço significativo para melhoria. Identifiquei e corrigi os problemas técnicos mais impactantes: estrutura de headings, meta descriptions, tamanho de arquivos, tempo de carregamento e links internos.
Score no lançamento: 69% — Meta information em 58%, Server em 81%
Após ajustes técnicos: 86% — Meta information subiu de 58% para 97%
Implementar no Webflow eu mesmo garantiu fidelidade total entre o design e o produto entregue. O trabalho de UX Writing por segmento criou páginas que soam específicas — não genéricas. E os ajustes de SEO revelaram um ganho expressivo de 69% para 86%.
A validação aconteceu com equipe interna e CEO — não com usuários reais de cada segmento. Um engenheiro de televisão que chegasse ao site pela busca encontraria algo diferente de alguém que conhece a Wolkie. Essa perspectiva externa ficou sem teste.
Testaria o site com usuários externos antes de publicar — um por segmento. Há decisões de conteúdo e navegação que ainda me geram dúvida sobre se foram as certas, e que um teste antes do lançamento teria respondido.
Monitoraria também o comportamento pós-lançamento de forma estruturada. Hotjar e Analytics foram configurados, mas o acompanhamento sistemático por segmento — mapas de calor e gravações de sessão por página — não foi organizado antes da publicação. Esses dados teriam revelado onde cada público estava perdendo o fio da navegação.